Leishmaniose Canina: prevenção é o melhor remédio!

A Leishmaniose Canina é uma grave doença causada por um protozoário transmitido através de um pequeno inseto chamado flebótomo.

Esse inseto é menor que um mosquito e costuma viver em regiões de matas. Porém, com os inúmeros desmatamentos que ocorreram ao longo dos anos e por se reproduzirem em áreas onde há matéria orgânica em decomposição como folhas e até lixo, houve uma migração destes insetos para dentro das cidades, fazendo com que a Leishmaniose, seja hoje uma doença endêmica em quase todas as regiões do Brasil.

O Cão infectado pela Leishmaniose terá papel importante na epidemiologia desta doença. Uma vez acometido não mais poderá ser curado e, mesmo que tratado, se tornará um portador, servindo de reservatório da doença para o resto da vida.

Por se tratar de uma zoonose (doença que pode ser transmitidas aos humanos) esta enfermidade se tornou uma questão de saúde pública e durante muitos anos o tratamento dos cães infectados chegou a ser proibido, sendo indicada, inclusive, a eutanásia dos mesmos.

A transmissão não é feita pelo contato direto com o cão portador, é necessário que o “mosquito” faça a transmissão de um indivíduo doente para outro saudável, seja ele outro animal ou ser humano. Sendo assim, a melhor forma de prevenção é evitar  que o cão seja acometido através do inseto.

Além de evitar andar com os cães ou deixá-los soltos em áreas endêmicas do fim da tarde ao início da manhã (que é o horário em que os “mosquitos” se alimentam), outra forma de se prevenir é com o uso de alguns produtos repelentes específicos para os animais e que funcionam muito bem, como é o caso das coleiras e pipetas (spot-on).

Também é possível contar com vacinas caninas (saiba mais) para Leishmaniose que são indicadas conjuntamente como as práticas de prevenção.

Por se trata de uma doença na maioria das vezes silenciosa, pois muitos animais aparentemente saudáveis são portadores da Leishmaniose, é necessário a realização de exames laboratoriais específicos para fechar o diagnóstico. Entretanto, sintomas como emagrecimento, abdômen crescido, queda de pelos, pela seca e descamativa, unhas grandes, lesões na pele – principalmente nas bordas das orelhas e nariz – são indícios de que o seu cão possa ter sido acometido por essa doença.

Apesar de não ter cura, a Leishmaniose tem tratamento permitido, mesmo que muitas vezes não se tenha sucesso, devido ao estágio em que a doença se encontre e ao acometimento de órgãos importantes como fígado e rins.

Portanto, melhor do que esperar acontecer o pior é prevenir!

Converse com o veterinário sobre como fazer isso da maneira mais eficaz e apropriada ao seu cãozinho.

Allysson de Sá

Médico Veterinário

CRMV-PE 3540

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